Nem sempre a ansiedade é apenas um problema da mente.
Na maior parte das vezes, ela é o reflexo de um corpo que passou tempo demais em estado de alerta, vivendo sob tensão contínua e expectativa de perigo.
Quando o medo mora no corpo
Quando você sente que precisa estar sempre pronto para o pior…
Descansar parece arriscado ou impossível…
O coração dispara e os pensamentos ficam acelerados…
É o sistema nervoso dizendo:
“Eu não me sinto seguro.”
Esse estado constante de vigilância não surge do nada. Ele nasce de experiências que ensinaram ao corpo que relaxar pode ser perigoso.
O aprendizado da sobrevivência
Muitos de nós aprendemos, desde cedo, a viver em modo de sobrevivência.
Isso acontece por traumas antigos, experiências de abandono, ambientes instáveis ou simplesmente por anos de sobrecarga emocional.
O corpo aprende que precisa se manter alerta para evitar dor, rejeição ou perda.
Mesmo quando a ameaça já não existe, o sistema nervoso continua reagindo como se ainda estivesse em risco.
Medo, ansiedade e sistema nervoso
Nesses casos, o medo não está apenas nos pensamentos — ele habita o corpo.
Ele aparece como tensão constante, dificuldade de relaxar, sensação de urgência, insônia, fadiga extrema ou episódios de ansiedade intensa.
Por isso, tentar apenas controlar os pensamentos raramente traz alívio duradouro.
Reconstruindo segurança interna
No meu trabalho terapêutico, o foco é ajudar você a reconhecer esses sinais, dar espaço para as emoções reprimidas e, principalmente, ensinar o corpo a voltar ao estado de segurança.
Relief doesn't come from controlling anxiety.
Ele nasce quando você começa a escutar, com presença e cuidado, aquilo que ela está tentando proteger você de sentir.
Quando o corpo aprende, pouco a pouco, que o perigo passou, o medo diminui, a respiração se aprofunda e a vida volta a fluir com mais leveza.
With love,
Sitara Ju