Por fora, ele pode parecer calmo, prático ou indiferente.
Por dentro, porém, existe um corpo em estado constante de alerta, tentando sobreviver ao desconforto de sentir.
Muitos homens cresceram ouvindo que emoção é fraqueza.
Que sentir é perigoso.
Que demonstrar vulnerabilidade pode trazer rejeição.
Diante disso, aprenderam a se fechar quando a vida toca em lugares sensíveis.
Param de falar.
Evitam o contato visual.
Criam distância emocional — não por falta de amor, mas por falta de recursos internos para lidar com o que sentem.
A indiferença como proteção emocional
Essa aparente indiferença costuma funcionar como uma estratégia de autoproteção.
Por trás dela, muitas vezes existem medo de rejeição, vergonha por não saber como agir e um desejo profundo de ser compreendido, sem encontrar um caminho seguro para isso.
O corpo aprende a congelar emoções para evitar dor, conflito ou exposição.
Com o tempo, esse congelamento se transforma em afastamento, isolamento e dificuldade de conexão — inclusive com quem se ama.
O caminho terapêutico para descongelar emoções
No meu trabalho com homens, eu crio um espaço seguro para que essas camadas possam emergir com cuidado e respeito.
Acompanho cada processo sem pressão, sem julgamento e sem imposições, respeitando o ritmo do corpo e do coração.
Abrir espaço para sentir não fragiliza.
Pelo contrário.
Descongelar é um ato profundo de coragem.
É escolher viver com mais presença, verdade e liberdade emocional.
Com carinho,
Sitara Ju